quinta-feira, 9 de julho de 2015
julho, dia 27. #4
demorou algum tempo para que meu irmão notasse que eu não mais enxergo. para falar a verdade, eu não estou cega. segundo o médico, perdi cerca de 70 por cento da minha visão. não sou capaz de enxergar mais do que algumas coisas, vejo sombras, vultos, consigo ver luzes, e com bastante esforço enxergo um pouco do que está em minha frente. de tanto apanhar, socos na região dos olhos, pancadas, afetou a visão. nada que um cirurgia um pouco complicada não funcione, mas não é assim. primeiro preciso fazer um tratamento intensivo para recuperar parte da minha visão e aí sim, fazer a cirurgia para enxergar normalmente..
perdi boa parte do olfato também, só consigo sentir os cheiros mais intensos.
é complicado, mesmo viva, é como se já não vivesse mais.
tenho medo de tudo e de todos, medo de ficar sozinha, medo de estar acompanhada. me machucaram tanto, que é como se todos fossem me machucar. logo após meu irmão me encontrar na ponte, ele ligou para nossos pais e familiares.
minha mãe chorava muito no telefone, enquanto estava a caminho. ela falava muito, sem parar, e eu não conseguia reproduzir nenhuma palavra. claro que estava feliz em saber que em poucos minutos a veria, mas não conseguia demonstrar. enquanto eles estavam a caminho (é um caminho um pouco longe de lá até aonde meu irmão mora e faz faculdade) meu irmão me levou para a delegacia, não consegui contar tudo o que aconteceu. nesses quatro anos, fui ensinada que só deveria falar qualquer coisa em extrema necessidade, ou seria machucada. eu saí de lá, mas todos meus medos e traumas vieram comigo.
me deram uma folha, para que eu pudesse contar através de imagens, palavras tudo que aconteceu.
meus dedos doiam, eu não queria escrever, ou falar. eu só queria ir pra casa, pra minha casa.
mas eu sei como isso é importante, sei que se colaborar será mais fácil de prenderem ele e também sei que só conseguirei ter uma vida outra vez, quando ele não mais tiver a sua.
dor/medo/desespero/estupro/golpes/correntes/sangue/fome/tristeza
foram as palavras que eu escrevi, após algum tempo me pediram se poderia responder algumas perguntar fazendo sinal com a cabeça se sim ou não.
-sabe o nome dele?
-sim
-pode escrever?
-/paulo/
-sabe me informar aonde ele mora?
-não
-pode desenhar o que tem ao redor?
-sim
-ele machucava você?
-sim
-ele a estuprou?
nesse momento eu parei de responder suas perguntas. era como se não mais estivesse na sala, me lembrei das memórias horriveis que tinha em sua casa, uma delas é sobre a ana.
a ana era uma das crianças que ele sequestrou, tinha olhos castanhos e cabelos crespos, deveria ser da minha altura, aproximadamente 1,48 ela foi uma das poucas crianças que pude conhecer.
acalmei ela naquela noite, ela dormiu sobre meu colo, eu disse ela que tudo ficaria bem.
eu menti a ela, eu sabia o que iria acontecer com ela no dia seguinte e mesmo assim nada falei, eu a levei a acreditar que viveria..
ela foi enforcada pela manhã.
julho, 27 de julho. #3
Versão 3, paulo sequestrador.
era dia 27 de julho.
um dia comum, como qualquer outro.
Acordei cedo para ir pro trabalho, tudo nos conformes. Limpei toda a bagunça da noite anterior. Embora tenho dinheiro suficiente para me manter bem pelo resto da vida, trabalho desde novo. Daria muito pista se eu não trabalhasse, muitos curiosos iriam querer saber mais sobre a minha vida e dispenso curiosos. Fui até o quarto, aonde angel está. Ela é o meu pequeno anjo, embora tenho muitos casos com outras garotas da sua idade, ou garotos, ela é única. As outras crianças me enojam, todo aquele papo de 'quero minha mãe' 'por favor, não faça nada comogo' 'por que esta fazendo isso?' Me fazem querer os matar, primeiro as estupro, depois prometo que não vou as matar. amarro seus pés e suas mãos. Logo apos corto suas gargantas lentalmente, ao menos normalmente. As vezes gosto de matar de formas diferentes, queimar seus corpos enquanto ainda estao vivas, deixa-las morrer de cede... tantos jeitos para matar elas. Mas admiti, nada consegue ser mais legal do que velas sangrar até a morte. gravo videos de seus pequenos corpinhos tremendo até que então morrem. De suas carinhas pedindo uma piedade que nunca iriam encontrar em mim. Não gosto de crianças duronas. Essas me enojam ainda mais, sinto tanto nojo desse tipo de criança que gosto de brincar mais sadicamente com elas. primeiro um dedo, logo apos uma mão inteira, um olho furado, dois, até que estejam completamente mutiladas e implorem pela morte. Depois amarro o que sobrou delas no teto, aonde elas ficam agonizando e jorrando sangue até a morte. Limpar todo o sangue da um pouco de trabalho depois, sumir com as pistas ainda mais. Mas vejam bem, se fosse ruim no que faço já teria preso, não? Não consigo imaginar nenhum cheiro melhor do que do sangue, nenhum barulho melhor do que de crianças respirando com dificuldades. Angel é a única de todas crianças que não matei. Escolhi ela para ser minha mulher, para sempre. Fiquei muito decepcionado quando ela se tornou uma mulher de verdade, esse tipo de sangue é nojento, não consigo esquecer do dia em que ela engravidou. Faz cerca de um ano, de repente sua barriga começou a crescer e ela se tornou um monstro. Quando percebi o que estava acontecendo, tive que tomar uma atitude, não poderia deixar que aquele pequeno monstro destruisse, angel. Cheguei no quarto e ela estava alisando sua barriga, 17 semanas de gravidez. ela viu o que faria, sentiu que em questão de minutos não o teria mais, nunca a vi tentando lutar tanto por algo, nem mesmo pela sua vida. Ela estava louca, como poderia querer um monstro na sua barriga?! Primeiro a espanquei com toda minha força, ela deveria saber que não deve ir contra mim. Após desmaiar comecei a cirurgia, não demorou muito para tirar o pequeno monstro de dentro dela, tão pequeno e já tão nojento! Após a cirurgia ter acabado, cortei o feto em algumas partes, ele era tão macio que não parecia ser o que era. Deu uma sopa maravilhosa. Mas bom, vamos voltar pro dia 27, antes de sair de casa eu voltei e fui ver ela no quarto, meu pequeno anjo ainda estava dormindo, como eu gostava. Minha passada la foi bem rapida, logo apos sair pro trabalho. Voltei uma hora depois, pois não encontrei a chave em meu bolso. E para minha surpresa, ela não estava mais lá. Como acha que pode sair? Como acha que sobreviveria sem mim? Engano dela em achar que vai sair da minha vida assim, quando ela menos esperar, eu estarei a trazendo de volta pra casa.
Julho, dia 27 #2
Era julho, dia 27.
Estava acorrentada no chão, sobre um colchão.
O quarto fedia a mijo, como de costume. não consigo sentir muito bem o cheiro das coisas, perdi a maior parte do meu olfato, mas o cheiro era tão forte, que era impossível até mesmo para mim não o sentir.
Era um dia frio, na época não saberia dizer se era junho ou julho, a horas ou aonde exatamente estava.
A porta soltou um rungido, isso significava que meu sequestrador estava para chegar.
Fecho os olhos e finjo estar dormindo, como se todos os remédios da noite anterior tivesse me dopado ate agora.
Como se não tivesse acordado em hora em hora com fisgadas pelo meu corpo inteiro. ele não pareceu notar, um cinto aberto, minha blusa comprida levantada para cima, 4 estocadas e um alivia da parte dele, uma camisinha usada jogada no chão e um nojo imenso vindo da minha parte, estava terminado.
Meu sequestrador tem a doença do ** ou seja, em determinados momentos ele faz xixo involuntariamente, esse foi um deles.
Ele parecia estar atrasado, o que o fez ficar puto por ter feito isso, tirou suas calcas e cueca novamente e jogou, perto do colchão. Fechou a porta e subiu para cima, 5 minutos depois ouço o barulho da sua caminhote saindo.
Deito minha cabeça na cama e anseio ansiosamente a morte, que parece nunca chegar.
Ao deitar minha cabeça já machucada (foi batida muitas vezes contra a parede na noite anterior) bate em algo de ferro.
Era a chave, a chave pela qual eu sonhei desde que estou aqui, finalmente estava perto de mim.
Com a boca eu puxei ela perto das minhas mãos, e com a mão eu comecei a tentar abrir a chave.
Parecia ser meu dia de sorte, o inacreditavel aconteceu, eu consegui!
Não perdi tempo, tirei as algemas dos meus pés também,meus calcanhares estavam roxos, com a marca delas. Não me importei com toda a dor que estava sentindo naquele moemnto, corri o máximo que pude.
mas atrás de mim eu ouvi um latido, tinha uma cachorra presa no quintal.
Costantemente meu estuprador se enjoa e procura novos métodos para se divertir, estuprando e matando crianças, estuprando e matando garotos, e ao que parece, era a vez da cadelinha morrer.
Nao poderia a ignorar, não poderia a deixar morrer.~me guiei pelo som até conseguir achar ela, demorei um pouco mas cosegui.
Desenrolei o arrame farpudo do seu pescoço o mais rápido que pude, embora machucada ela ainda estava bem num todo.
ela pareceu entender meu recado e correu o máximo possível, até mais que eu.
Ok, eu estava livre, e onde deveria ir agora?
julho, dia 27
Parte 1, versão josh.
Julho, dia 27. Estava indo para a faculdade quando vejo uma garota sentada na ponte.
Ela parecia ser nova, 12 ou 13 anos no máximo. Cabelos compridos, na altura da coxa para ser mais exato.
Ela era muito branca, num tom que não parecia ser possível, não num estado que tem verões tão quente como o que eu vivo.
era como se sua pele não pegasse um único raio de sol a muito tempo.
Depois de a observar pelo o que pareceu muito tempo, aproximadamente 60 segundos, decidi deixar ela em paz.
Dei dois passos para voltar ao meu trajeto, mas algo me diz para virar para trás.
quando viro, a pequena garota não está mais sentada na ponte como anteriormente, a pequena garota está nas pontinhas dos seus pés. só agora pude notar as marcas pelo seu corpo e a roupa que esta vestindo.
É inverno, aproximadamente 9 graus, e a menina não vestia mais do que uma blusa mascolina cortada em muitas tiras, como se um cinto tivesse a cortado e cortado sua pele no mesmo momento.
Era como uma pequena boneca machucada, ela olhava para baixo fixamente, não mais para o céu estrelado que cobria a noite, e sim para o rio escuro que tem uma grande correnteza. Ela parecia querer gritar mas ao mesmo tempo nenhum grito saia da sua boca, apenas um som eco.
Apenas quando ela inclinou todo seu corpo para frente e abriu os seus braços como se fossem asas, é que eu me toquei que iria se jogar.
corri os poucos passos que haviam de distancia entre nos, que pareceram muitos quando tudo que eu tinha era meros segundos.
A garota pulou, mas por sorte minhas mãos seguraram as suas antes que seu corpo pudesse atravessar o ar. Ela não falou nada, nem mesmo era como se estivesse ali. Pegar ela não foi nada difícil para mim.
Puxei ela para cima e aninhei ela contra o meu corpo, a garota era tão magra!
Não pesava mais do que minha prima, de 10 anos.
Posso jurar que não tinha mais de 30 quilos, parecia pegar somente ossos por tão magra que a pequena garota estava.
Olhei para seu rosto, a única parte que ainda não havia conseguido ver, seus olhos eram no azul mais claro que você possa imaginar, exatamente como os meus.
Nesse exato momento eu me toquei que conhecia aquela garota, e ela também me conhecia.
Pela primeira vez eu vejo aquela garota ter una expressão no rosto, ela chorava mais do que uma criança sem a mãe.
aquela pequena garota era nada mais nada menos do que a minha irmã, de 14 anos, que foi sequestrada a 2 anos e dada como morta, a 1.
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