sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

cereja cor de sangue #12

era sábado de manhã, uma noite após ter sido agredida. liguei para ana e pedi para ela pedir para a tia dela (que era do conselho tutelar) ir até minha casa, ela não entendeu nada, mas fez direitinho o que eu pedi. eu ainda estava sentindo muita dor, nem ao menos conseguia andar mais do que 3 ou 4 paços, relatei toda a história para ela como aconteceu exatamente, ela estava gravando tudo, por mais que a minha madrasta pudesse mentir, nada do que ela falasse ia poder justificar todas ás marcas do meu corpo, ela sábia isso tanto quanto eu por isso nem tentou.. depois que eu sai do hospital, fiquei na casa da ana nos dias seguintes. meu pai e a minha madrasta tiveram que prestar contas com a justiça. se passaram semanas, no final eles foram dados como culpados claro, mas a sentensa não foi lá muito pesada. se qualquer um deles voltassem a encostar um dedo em mim, eles seriam presos. e tiveram que fazer serviços comunitarios por 3 meses. podia sentir a furia e o ódia nos olhos deles quando finalmente voltei para casa, mas o que eles poderiam fazer contra mim? por mais que ver o filho vagabundo dela tendo que acordar todos os dias ás 6:30 para prestar trabalho a comunidade, que no caso dele era limpar ás ruas, me fizesse realmente feliz, isso não era o suficiente, a minha vingança ainda nem começou!

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