sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

cereja cor de sangue #4

 cheguei em casa de madrugada, chapada, descabelada e fedendo. como meu pai havia trancado a porta do meu quarto e resolveu deixar assim por seilá quando tempo nem notou minha falta, fiquei ''trancada'' lá por 2dias. sorte que eu fugia pela janela, é serio acho que iria morrer de fome se não saisse para ''roubar'' comdia, ele nem ao menos me dava água, tá certo que tem um banheiro no meu quarto mas poxa, ele queria que eu tomasse água da pia? (como se eu não fizesse sempre isso pra não ter que usar um copo) quando ele abriu a porto estava com cara de feliz, como se aquilo tudo tivesse mudado algo, como se fosse ver uma garota desnutrida ou algo assim. ele me deu um baita de sermão falando que fez pro meu bem e esperava que eu tivesse aprendido algo com isso, por minha vez bati a porta na sua cara e o mandei  a merda e fui para cozinha, mesmo de costas eu podia sentir a furia nos olhos dele que estava me fuzilando. acho que só não me bateu mais ainda porque meus hematomas ainda estavam bem fortes. comi como louca, mesmo já tendo comido horas antes, fingi que estava morrendo de fome, peguei o dinheiro que ele guarda em baixo do pequeno pote da pratileira e saí, enquanto aos berros meu pai falou que ia conseguir me 'consertar', legal, eu estou quebrada e nem sábia -q. com meu look de 'novo': all star velho, meia arrastão rasgada e uma camiseta do metallica que fica enorme em mim, que peguei emprestado da mellody, eu fui direto pro ask (lugar aonde a minha turma fica) era cedo, talvez umas 18horas e já estava todo mundo completamente louco, dessa vez tinham comido cogumelos. tinham um gosto detestáveis, mas a viajem foi ótima!

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